23 de ago de 2016
decidir o que me cabe
seu calor cá na cidade
me detém aos teus caprichos
sou teu bem
mesmo que o ar lhe impeça
adentrando nessa festa
pouco ou muito
me acalmas
deixo tudo e o que me importa
curvilínea
reta
ou torta
deus me ganha pela testa
sem querer
peço a ele que me diga
qual valor terá a intriga
quando fujo e me atacas
baixo o clero
baixo a guarda
sou o berro
da amada
mãe, desejo de criança
a rever
se me falta a esperança
finjo não entrar dança
pra enfim sorrir na mágoa
dois serão melhor que uno
"poli-vale" um segundo
a mandíbula na fala
para crer
vou tentar amar direito
o que há de mais perfeito
minhas mãos em ti
amarras
hemorrágico em cena
deixa marcas qual edema
desatinos me alcançam
como um rei
que não sabe da vingança
a coroa é sua lança
a ferir quem lhe abraça











eu sou massa de empada crocante
que no sul se lambe o canto da boca
o recheio não tem nada de leve
tem sabor trans de gordura de afeto
que a luta segue em frente, de lado
sem saber qual é das partes que vence
perde até a compostura do gesto
que amar não vale o tempo que se perde
sobriedade é loucura na veia
o poente deixa rastros na noite
livres, mas bem amarrada a corrente
que nem sempre o sol brilha pra todos

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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